Louvores a Marcondes e a Goulart
Que aqui vieram para desbravar
Este rincão,
Do meu coração,
Cantado em prosa e verso
Hoje nesta canção.
Comentário: sejam louvados os dois coronéis que começaram tudo isso aqui. Eu disse louvados, e não ofendidos, porque hoje, ambos batizam avenidas cujo trânsito constituei uma grave ofensa aos fundadores da cidade.E isso numa cidade com menos de 100 mil carros. Felizmente, elas só não perdem pra Washington Luiz, cujo trânsito tiraria a paciência até de Mahatma Ghandi.
Rasgando os sertões sorocabanos,
Valentes, corajosos, soberanos,
Tão brava gente
Plantou a semente,
Que vingou e assim nasceu Prudente.
Sertão? Gente, peraí: o Jô fala que a gente fica uma estação depois de Deus me livre . Nosso hino fala em sertão. Tá. Aí ficam reclamando.
Pedaço de terra
Na boca do sertão,
Que abriga e encerra
Um vasto coração.
Comentário: nenhum. É verdade. Eu amo vocês, prudentinos! Mas mudem de música.
Qualquer raça do mundo
Que nela aportar,
O labor e o amor profundo
Há de encontrar.
Comentário: amor, sim. Labor, não. A região tem uma trava logística (faltam boas estradas) e outra geográfica (PP não tem um grande rio que abasteça indústrias que usem muita água) e faltam universidades públicas. A universidade pública atrai investimento. Exemplos, sem citar São Paulo: o ITA transformou São José dos Campos num importante pólo da indústria aeronáutica nacional, a ESALQ fez de Piracicaba a mais principal cidade para quem estuda agronomia e a UNESP faz com que Botucatu seja um respeitado centro médico, Araçatuba uma referência em odontologia e Bauru em engenharia. Prudente é uma das únicas cidades do Estado onde as universidades privadas são melhores que as públicas. Nossa UNESP forma respeitáveis pesquisadores, mas tem poucos cursos e vagas. Depois do pró-Uni de Lula, a tendência é que diminuam investimentos na universidade pública. Entendeu agora porque o DiGenio, dono do Objetivo e da UNIP, é amiguinho do presidente?
Aqui se planta e colhe com cantigas
Do branco algodão à loura espiga,
A pecuária,
Em plena ascensão,
Exporta para o mundo
Sua produção.
Comentário: piada! Posso até concordar que aqui se plante cantando, mas a música ideal para nossas colheitas seriam réquiens. Quem colhe alguma coisa cantando aqui é usineiro, que junto com a cana trouxe a decadência da pecuária. Não entenda decadência pejorativamente. Falo de números. Ademais, ainda temos o anacrônico e duvidoso MST rondando por aí.
Cresceu, cresceu demais e tão menina,
Orgulho desta gente prudentina,
Seus edifícios,
Quais mãos numa prece,
Olham os céus e a Deus agradecem.
Comentário: cresceu, sim. Mas não demais. Precisa crescer bem mais. E pra isso, tem que mexer nas suas travas econômicas. Voltando a Sampa, a cidade tem um hino? Oficialmente, não. Seus nada nobres edis quiseram transformar Sampa, de Caetano Veloso, no hino oficial do município. Dele, destaco alguns versos:
Chamei de mal gosto o que vi
De mal gosto, mal gosto...
===
Da feia fumaça que sobe
Apagando as estrelas...
===
Túmulo do samba,
Mais possível novo quilombo de zumbi...
Taí um hino que não precisa ser desconstruído...

2 comentários:
Criticas a Prudente?? Mas achei construtivas!!! abs
Faltou dizer que, infelizmente, o passado e a origem de nossa cidade, assim como outras do Oeste Paulista no começo do séc XX, não tem nada de glorioso. Nem há nada a se prestar louvores a nossos Coronéis, melhor dizendo, loteadores, exploradores de mão de obra semi escrava, que além de dizimar a população indigena, conseguia titulos de propriedade pela anitga técnica de grilagem, com titulos de " doação" do tempo do Império.
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