
Quem assistiu a Os Jetsons na infância lembra bem qual era o conceito de futuro mostrado pelo desenho animado: teleconferências, elevadores pneumáticos, carros voadores e robôs-domésticos. Desses quatro, somente o primeiro deu certo e, ainda assim, com qualidade e velocidade muito inferiores às da fantasia, ao menos até hoje. O filme 2001-Uma Odisséia no Espaço, que de futuro não tem mais nada, previa conquistas tecnológicas muito superiores às alcançadas até o momento. Mesmo agora, em 2010, quando o Tablet e o Kindle são a coqueluche do momento, os jornais em papel continuam sendo os preferidos, embora sua circulação venha caindo vertiginosamente.
Prever o futuro é muito fácil. Difícil mesmo é acertar. Prova disso é este artigo que encontrei fuçando no fundo de um baú virtual. Trata-se de uma edição do The Ladies' Home Journal de 1900, onde o jornalista John Elfreth Watkins Jr. arriscou, após consultas a muitos pesquisadores e universidades, prever o que aconteceria 100 anos à frente dos seus dias. O resultado é surpreendente, e o que ele acertou está em branco. O que ele errou - a maioria - está em amarelo. Confira minha tradução e divirta-se!
Prever o futuro é muito fácil. Difícil mesmo é acertar. Prova disso é este artigo que encontrei fuçando no fundo de um baú virtual. Trata-se de uma edição do The Ladies' Home Journal de 1900, onde o jornalista John Elfreth Watkins Jr. arriscou, após consultas a muitos pesquisadores e universidades, prever o que aconteceria 100 anos à frente dos seus dias. O resultado é surpreendente, e o que ele acertou está em branco. O que ele errou - a maioria - está em amarelo. Confira minha tradução e divirta-se!

O que poderá acontecer nos próximos cem anos
Estas profecias parecerão estranhas e quase impossíveis. Mas vêm das mais cultas e conservadoras mentes americanas. Estive reunido com sábios homens das mais renomadas instituições científicas e educacionais, pedindo a cada um para formular, em seus próprios campos de investigação, suas previsões para um século adiante de hoje. E as transcrevi cuidadosamente abaixo:
Quinhentos milhões de pessoas - Haverá provavelmente entre 350 e 500 milhões de habitantes nos EUA e suas possessões na virada do próximo século. A Nicarágua (SIC) pedirá para fazer parte da União após o término da obra do Grande Canal. O México será o próximo. A Europa, buscando mais território ao nosso Sul, fará com que muitas repúblicas centro e sul-americanas votem e façam parte daquela União.
O americano será mais alto - Uma ou duas polegadas será o aumento na estatura média do americano, resultado de sua melhor saúde causada pelas vastas reformas da medicina, das condições sanitárias, melhor comida e esportes. O americano viverá, ao invés de trinta e cinco anos, em média cinqüenta. Ele viverá afastado das cidades. Construir prédios será ilegal. A viagem de casa até a cidade levará minutos e provavelmente custará um centavo.
Não haverá o uso das letras C, X e Q no nosso alfabeto cotidiano - Elas serão abandonadas por serem desnecessárias. Adotaremos a soletração pelo som, e a língua inglesa terá palavras condensadas expressando idéias condensadas, além de ser mais falada que qualquer outra. O russo virá em segundo lugar.
Ar quente e frio em torneiras - O ar quente e frio virá de torneiras, assim como a água que usamos hoje, para regular a temperatura do banho. Usinas centrais produzirão todo o ar quente e frio que utilizarmos, e o distribuirão pelas cidades, do mesmo modo que gás e eletricidade são fornecidos hoje. Acordar cedo para acender a fornalha será tarefa do passado. As casas não terão chaminés, pois não haverá fumaça sendo produzida.
Sem moscas ou mosquitos - Telas anti-insetos serão desnecessárias. Mosquitos, moscas e baratas terão sido praticamente exterminados. Os comitês de saúde terão destruido o fantasma dos mosquitos e da água parada. Os pântanos serão preenchidos com terra e todas as águas paradas serão tratadas. A exterminação do cavalo e dos estábulos reduzirá as moscas caseiras.
Refeições prontas serão compradas de lojas parecidas com as padarias de hoje. Elas comprarão tremenda quantidade de ingredientes e cozinharão os pratos, que serão vendidos a preços infinitamente inferiores ao custo da cozinha individual. A comida será servida quente ou fria às casas através de tubos pneumáticos ou vagões automotivos. Terminada a refeição, a louça suja retornará da mesma forma aos estabelecimentos, onde será lavada. Essa culinária coletiva será feita em laboratórios elétricos, ao invés de cozinhas. Os laboratórios serão equipados com fogões elétricos e todo tipo de utensílios, como moedores de café, batedeiras, liquidificadores, moedores de carne, amassadores de batatas, lavalouças, etc. Os utensílios serão lavados em soluções químicas fatais aos micróbios. Comprar e cozinhar a própria comida será uma extravagância.
Alimentos não serão expostos - os donos de lojas que expuserem a comida ao ar respirado por todos nós nas ruas movimentadas serão presos, assim como aqueles que vendem comida estragada hoje. Refrigeradores manterão alimentos conservados por longos intervalos.
O carvão não será usado para cozinhar ou aquecer - Ele será escasso, mas ainda existirá. Todo o carvão da Terra durará no máximo até o ano de 2300, portanto será cada dia mais caro. O homem terá descoberto como produzir eletricidade barata com a água. Cada rio ou queda d'água terá suas turbinas girando dínamos e produzindo eletricidade. Ao longo da costa, haverá inúmeros reservatorios abastecidos pelas ondas e marés, e essa água moverá turbinas constantemente. Toda a nossa infinita água marinha fará o que Niagara faz hoje: produzirá eletricidade para aquecimento, luz e combustível.
Não haverá carros nas grandes cidades - todo o trânsito ocorrerá abaixo ou muito acima do chão, dentro do limite das cidades. Na maioria delas, ele será confinado em metrôs ou túneis bem iluminados e ventilados, ou em grandes cavaletes com escadas automáticas dando acesso aos mesmos. Essas vias abaixo ou acima das ruas comportarão grandes carros de passageiros, com rodas amortecidas. Uma das duas vias será reservada exclusivamente para trens expressos. As cidades, portanto, ficarão livres do barulho.
Fotografias serão telegrafadas para qualquer distância. Se houver uma batalha na China, seus momentos mais marcantes serão publicados nos jornais horas depois. Mesmo hoje, fotografias já são telegrafadas em curtas distâncias, mas no futuro elas mostrarão todas as cores da natureza.
Trens à 240 km por hora - normalmente, eles farão 3,2 km por minuto, mas os trens expressos correrão a 240 km por hora. Ir de Nova Iorque a San Francisco levará um dia e uma noite. Haverá locomotivas em forma de charuto, levando longas composições. Assim como as casas, os carros serão artificialmente refrigerados. Não haverá fumaça nas ferrovias, os vagões não precisarão carregar carvão e não serão necessárias paradas para abastecimento do trem com água. Os passageiros, portanto, poderão viajar com as janelas abertas.
Carros serão mais baratos que cavalos - fazendeiros possuirão automóveis de feno, arados, carrocerias e tratores. Um motor 0,5 cc nesses veículos farão o trabalho de um ou dois cavalos juntos. As crianças andarão de trenós motorizados no inverno. Os automóveis terão substituído todos os veículos de tração animal conhecidos. Como já existem hoje, haverá rabecões, carros de polícia e varredores de rua motorizados. O cavalo com arreios será escasso, mas não tanto como os bois de carga são hoje.
Todo mundo andará 10 milhas - a ginástica começará já no berçário, onde brinquedos e jogos serão feitos para desenvolver os músculos. Exercícios serão obrigatórios nas escolas. Toda escola, colégio ou comunidade terá um ginásio completo. Todas as cidades terão ginásios públicos. Todo homem ou mulher incapaz de andar 10 milhas numa tacada só será considerado fraco.
Inglaterra em dois dias - rápidos navios elétricos, cruzando o oceano a quase 2 km por minuto, irão de Nova Iorque para Liverpool em dois dias. O corpo desses navios ficará acima das ondas. Eles serão apoiados em esquis, quase como os trenós de hoje. Esses esquis serão bastante flutuantes, e no espaço entre o corpo dos navios e os esquis haverá aberturas expelindo jatos de ar, criando um filme de ar entre o navio e a água que reduzirá o atrito com a água ao menor grau possível. Turbinas elétricas girarão dentro e fora d'água. Os navios terão cabines refrigeradas e totalmente à prova de fogo. Em tempestades, eles mergulharão abaixo d'água e esperarão por uma condição climática melhor.
Haverá navios aéreos, mas eles não terão sucesso frente aos navios e carros no transporte de passageiros ou cargas. Serão mantidos como veículos de guerra por todas as nações militarizadas. Alguns transportarão pessoas ou bens, e outros serão usados por cientistas para observações em grandes altitudes.
Navios de Guerra Aéreos e Fortes sobre rodas: armas gigantes atirarão a 40 km de distância ou mais, e atirarão bombas destruindo cidades inteiras. Essas armas atirarão auxiliadas pelo cálculo de compassos, quando do mar, ou telescópios, quando de grandes alturas. Frotas de navios aéreos esconder-se-ão na neblina produzida por elas mesmas enquanto se movem, flutuando sobre cidades ou instalações militares, e surpreenderão inimigos com raios mortíferos. Serão revestidos com placas de aço à prova de bombas. Enormes fortes sobre rodas rasgarão espaços abertos com a velocidade dos trens expressos de hoje, fazendo o que fazem os carregamentos de cavalarias inteiras. Enormes tratores cavarão trincheiras tão rapidamente quanto os soldados possam ocupá-las. Rifles usarão cartuchos silenciosos. Submarinos serão capazes de afundar uma marinha inteira. Balões e máquinas voadoras carregarão telescópios com visão de 160 km com câmeras, fotografando inimigos nesse raio. Essas fotografias, tão nítidas como as tiradas do outro lado da rua, serão entregues ao comando das tropas.
Não haverá animais selvagens, exceto em zoológicos. Ratos e ratazanas terão sido exterminados. O cavalo tornar-se-á praticamente extinto. Alguns, de raça, serão mantidos pelos ricos para hipismo, enduros ou caça. O automóvel vai acabar com o cavalo. Bois e carneiros não terão chifres. Eles serão incapazes de correr mais que um porco gordo. Um século atrás, um porco podia ultrapassar um cavalo. Animais de corte serão criados para passar sua vida inteira produzindo leite, carne, lã e outros derivados. Chifres, ossos, músculos e pulmões serão abandonados.
O Homem Enxergará através do Mundo - pessoas e coisas ao redor do mundo serão trazidos ao foco por câmeras conectadas à telas milhares de quilômetros além em questão de segundos. Coroações de reis na Europa ou guerras asiáticas poderão ser vistas em teatros. Os instrumentos que transmitirão essas imagens serão conectados a grandes aparatos telefônicos, transmitindo cada som em seu lugar apropriado. Os tiros de uma batalha serão ouvidos, assim como poderemos ler os lábios dos cantores ao passo que eles cantam cada palavra.
Telefones ao redor do mundo - telefones sem fio e circuitos telegráficos ocuparão o mundo. Um marido no meio no Atlântico poderá conversar com sua esposa em seu quarto de vestir em Chicago. Poderemos telefonar para a China tão prontamente quanto telefonamos hoje de Nova Iorque para o Brooklyn, por meio de sinais automáticos e sem a intervenção de telefonistas.
A ópera será teletransmitida às residências, e soará tão harmoniosa como as apreciadas dentro dos teatros. Instrumentos automáticos reproduzindo transmissões originais trarão a melhor música para as famílias dos "sem-talento". Ótimos músicos reunidos em Nova Iorque produzirão, eletronicamente, músicas em instrumentos que estarão em San Francisco ou Nova Orleans, por exemplo. Assim, grandes bandas e orquestras darão concertos à distância. Em grandes cidades, haverá óperas com músicos e cantores pagos com fundos filantropos ou do governo. O piano poderá mudar seu tom de alegre para triste. Muitos instrumentos serão capazes de agregar o efeito emocional à música.
Como as crianças serão educadas - a universidade será aberta às mulheres e homens. Diversas grandes universidades nacionais serão fundadas. Crianças estudarão uma gramática inglesa simples, adaptada ao inglês simplificado, ao invés daquele com influência do latim. Grupos de estudo economizarão bastante tempo. Estudantes pobres ganharão material e uniformes quando não puderem arcar com essas despesas. Inspetores médicos visitarão as escolas regularmente, fornecendo às crianças pobres medicamentos, óculos, tratamento dentário gratuito e atendimento médico grátis para qualquer tipo de problema. As crianças muito pobres terão transporte gratuito entre suas casas e a escola, e lanches gratuitos nos intervalos. Nas férias, as crianças pobres serão levadas para viagens em diversos lugares do mundo. Etiqueta e cuidados do lar serão matérias importantes na escola.
Compras por tubos - tubos pneumáticos, ao invés de caminhões, entregarão pacotes nas casas. Esses tubos irão coletar, entregar e transportar cartas em grandes distâncias, talvez centenas de quilômetros. Num primeiro momento, conectar-se-ão às casas dos mais ricos; depois, à todas elas. Grandes empresas conectá-los-ão a estações centrais, tal como ocorre hoje com os correios, de onde carros entregarão esses pacotes de casa em casa.
Vegetais cultivados eletricamente - Fazendeiros transformarão inverno em verão e noites em dias. Cabos aquecidos serão implantados abaixo do solo, aquecendo as plantas. À noite, vegetais tomarão banhos de luz elétrica, que funcionarão como o sol, apressando seu crescimento. Correntes elétricas acrescidas ao solo farão valiosas plantas crescerem mais e de maneira mais rápida, e matarão ervas daninhas. Raios coloridos apressarão o crescimento de diversas plantas. A eletricidade aplicada às sementes fará as mesmas brotarem rapidamente, desenvolvendo-se mais cedo.
A Philadelphia produzirá laranjas - rápidas geladeiras voadoras ou flutuantes trarão frutas tropicais para o Norte em poucos dias. Os fazendeiros sul-americanos, africanos australianos e dos mares do Sul, cujas estações são opostas às nossas, suprir-nos-ão com produtos que não podem crescer por aqui no inverno. Cientistas terão descoberto como cultivar aqui frutos que hoje só são obtidos em climas mais quentes. Deliciosas laranjas e melões crescerão em altas árvores, nos subúrbios da Philadelphia. Melões serão de natureza tão rústica, que poderão ser armazenados por um inverno inteiro, tal como as batatas de hoje.
Morangos do tamanho de laranjas serão comidos por nossos tataranetos em seus jantares natalinos daqui a cem anos. Cervejas e mirtilos terão o mesmo tamanho. Uma fruta dessas será o suficiente para cada pessoa. Morangos e cerejas crescerão em grandes arbustos. Groselhas e outras frutas vermelhas terão o tamanho das laranjas de hoje. Um só melão suprirá uma família inteira. Melões, cerejas, uvas, ameixas, maçàs, pêssegos e todas as outras frutas não terão sementes. Figos serão cultivados ao longo de todo o país.
Ervilhas grandes como beterrabas - feijões e ervilhas terão o tamanho de beterrabas. A cana produzirá duas vezes mais açúcar que as beterrabas de hoje, transformando-se no carro-chefe do nosso suprimento açucareiro. As ervas daninhas com seiva serão transformadas em plantas que produzirão borracha, colhida mecanicamente por todo o país. As plantas serão à prova de micróbios, assim como o homem de hoje resiste à varíola. O solo será mantido enriquecido por plantas que captarão nutrientes do ar, dando fertilidade à terra.
Rosas azuis, pretas e verdes - rosas terão o tamanho de repolhos, violetas serão grandes como orquídeas. Um amor-perfeito, que há um século tinha pouco menos de 2 centímetros, terá o tamanho de um girassol. Haverá rosas pretas, verdes e azuis. Será possível cultivar flores de quaisquer cores e transferir seu perfume para outras flores sem odores. Assim, o amor-perfeito poderá ter o cheiro da violeta.
Somente alguns remédios serão engolidos e dissolvidos no estômago. A maioria das drogas será aplicada diretamente nos órgãos aos quais se destina o tratamento. Remédios pulmonares, por exemplo, serão aplicados diretamente nos pulmões. Serão levados aos órgãos por correntes elétricas aplicadas externamente, sobre a pele, sem dor. Microscópios enxergarão os órgãos através da pele e da carne dos humanos e animais. Para fins medicinais, o corpo humano será transparente. Será possível para um médico não somente ver o coração batendo através do peito, mas também fotografá-la e ampliá-la. Este trabalho será feito com luzes e raios invisíveis.
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Deixo as conclusões pós-leitura para vocês, não sem antes reafirmar o título deste post: não acredite em tudo que você lê sobre o futuro...

Um comentário:
Previsao certa so uma:
No futuro todos estaremos mortos
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